Vila das Artes realiza Mostra de Experimentos Cênicos com 4ª turma do programa Conexões Contemporâneas, de 17 a 19 de dezembro

Estudantes da formação continuada da Escola Pública de Teatro apresentarão 14 esquetes na Casa do Barão de Camocim, a partir das 19h, com entrada gratuita

A Escola Pública de Teatro da Vila das Artes, equipamento da Secretaria da Cultura de Fortaleza (Secultfor) gerido em parceria com o Instituto Cultural Iracema (ICI), promove a Mostra de Experimentos Cênicos, apresentação de produções teatrais realizadas por estudantes da quarta turma da Formação Continuada em Teatro: Conexões Contemporâneas.

As apresentações ocorrem de 17 a 19 de dezembro, a partir das 19h, na Casa do Barão de Camocim, localizada na Rua General Sampaio, 1632, no bairro Centro. A entrada é gratuita e sujeita à lotação do espaço. Ao longo dos três dias de mostra, serão exibidas 14 peças com cerca de 15 minutos cada. Serão cinco apresentações nos dias 17 e 18 e quatro no dia 19.

Os 12 módulos da quarta edição do programa foram voltados ao estudo e à experimentação da atuação cênica. A mostra é o momento em que os artistas estudantes compartilham com o público seus processos, práticas e descobertas. Cada esquete tem roteiro criado pelos próprios estudantes da Vila.

Sobre o Conexões Contemporâneas

A Formação Continuada em Teatro: Conexões Contemporâneas é um espaço de aprendizado técnico fundamentado na experimentação, na criação e na pesquisa, aprofundando o pensamento sobre as artes do corpo e da cena na contemporaneidade. Ao longo das turmas já realizadas, mais de 460 artistas participaram como ouvintes dos módulos, cerca de 70 concluíram o percurso nas três primeiras edições e 22 estudantes finalizaram a 4ª turma.

A formação reúne professores de diferentes estados brasileiros e também de outros países da América do Sul, conta com certificação da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e oferece, em média, 400 horas-aula por turma.

Confira o cronograma da Mostra de Experimentos Cênicos

• 17/12 (quarta-feira)

Cavalo de Tróia
Texto e atuação:
Nairton Santos
A trajetória de um ator rumo ao reconhecimento, ou rumo ao esquecimento. O ato de atuar, um presente para homenagear os deuses e se tornar um Deus. Porém nem todos, ou melhor, quase nenhum mortal consegue.

Distopia Tecnolaboral
Texto e direção:
Gabriel Francisco
Elenco: Gabriel Francisco e Kardec Miramez
A cena propõe um diálogo existencial entre um construto digital de uma mente copiada e um técnico que se conecta ao ambiente desse mesmo construto para tentar se comunicar. Um microcosmo de um universo cyberpunk em que, para um deles, é só mais um dia de trabalho, e o outro enfrenta a indiferença da própria existência reduzida à ferramenta.

Guarda-Chuva Esquecido
Texto e atuação:
Filipe Evans
Direção: Lucas Limeira
Em uma noite chuvosa, em um local onde haveria um encontro, um homem chega encharcado – não apenas de água, mas de memórias. À sua frente, ele encontra um guarda-chuva que foi esquecido em algum momento passado e, ao encontrá-lo, começa a refletir sobre si e sobre a vida. O Guarda-chuva silencioso torna-se espelho e testemunha de uma relação que ultrapassa o objeto. Entre desabafos, confissões e brincadeiras, o personagem revisita histórias de afeto, ausências, infância e relações. Diante dessa relação objeto-personagem, expõe sua dificuldade de lidar com a certeza, a ansiedade do acaso e a fragilidade dos vínculos humanos em tempos de pressa. O guarda-chuva é a metáfora de tudo aquilo que guardamos para depois e de tudo aquilo que, mesmo esquecido, insiste em permanecer. Entre chuva e sol, dúvidas e desejos, o monólogo revela a delicadeza de quem ainda sonha em ser girassol.

Desencaixadas
Elenco e texto:
Maria Babini, Natasha Banat e Samires Costa
Três mulheres atravessam conversas que misturam humor, absurdo e dor. Entre estatísticas, confissões e medos, elas desmontam as violências cotidianas e os padrões impostos que marcam suas vidas, até que uma decide quebrar o ciclo.

7 Voltas
Dramaturgia e direção:
Ermo Felipe
Elenco: Ermo Felipe, Edglê Lima, Lucas Limeira, Tulipa Magalhães, Izabela Wégila, Mateus Fazeno Rock, Mumutante
Sonoplastia/trilha: Mateus Fazeno Rock e Mumutante
Figurino e cenografia: Ermo Felipe
7 Voltas apresenta o que há de mais certo na vida: a volta. Na imagem de um gato chamado Orabolas, a peça caminha pelo tempo e por histórias que revelam prazeres e desprazeres que adornam a vida e a morte. Banindo as hierarquias existenciais, tudo aquilo que existe importa e volta. É um chamado de outras vidas.

• 18/12 (quinta-feira)

Rotas Nagô
Elenco:
Edglê Lima e Conceição Soares
Fotografia: Txai Mendes
Figurino e adereços: Carla Emanuela
Direção musical e produção técnica: Vinícius Pinho
Produção: Mônica Batista
Direção Artística: Edglê Lima
Rotas Nagô é uma performance-rito que transforma praças e mercados em territórios de memória, resistência e ancestralidade. No gesto das tranças, o corpo se torna cartografia de fuga, altar e testemunho. Entre tambores, dança e palavras, Edglê Lima convida o público a refletir sobre suas próprias rotas de libertação, propondo atravessar as dores sem negá-las, mas transformá-las em caminhos de sobrevivência e potência cotidiana.

(Des)Tramando
Concepção e atuação:
Beethoven Cavalcante
(Des)Tramando é um experimento cênico derivado da performance Tramando Memórias. Nele, o performer revela os indícios que o levaram às questões abordadas no trabalho e aos disparadores das ações, costurando novas memórias e expondo ficções em um movimento de descoser.

Entre as Linhas das Lembranças
Texto e atuação:
Candelária Queiroz
A cena propõe uma viagem por meio da narrativa feita pela filha de uma exímia bordadeira, que veio do interior do Ceará “tentar a vida” em Fortaleza. Trouxe na mala: determinação e vontade de aperfeiçoar sua arte. Conseguiu, com muito esforço, amadurecer seu trabalho e se tornar uma das melhores no seu traçado. Ao longo dos anos, a bordadeira contou e recontou para sua filha as vivências boas e ruins que ela experienciou durante sua trajetória nas “casas de família”, ficando marcadas e bordadas na memória da filha.

Quarar Memórias
Texto e direção:
Tulipa Magalhães
Elenco: Conceição Soares, Izabela Wégila e Tulipa Magalhães
Quarar Memórias é um processo cênico que transforma o ofício das lavadeiras em poesia. Em cena, três mulheres revivem gestos ancestrais de lavar, torcer e “quarar” roupas, convertendo o trabalho à beira do rio em uma narrativa corporal e musical. Do ritmo das escovas sobre o tecido às memórias que emergem da espuma, a cena expõe ao sol as narrativas dessas três mulheres negras. Por meio do corpo e da voz, elas revelam um legado em que o cansaço se transforma em canto e a memória, em ato de resistência.

Transversário: Uma Noite de Esfregação
Elenco:
Laris Moraes e Clau Moreira
Direção: Clau Moreira
Uma farsa, uma festa. De um homem, de uma mulher ou talvez de uma coisa, um bicho, uma aranha, algo entre ele e ela, eu diria elu, mas oficialmente não pode. Você está sendo convidado para uma noite de celebração. Nesse encontro, uma revelação embraza os rumos do lugar. Transversário: uma noite de esfregação para perturbar a ordem e inventar o futuro.

• 19/12 (sexta-feira)
Vocativo EVOÉ!

Atuantes: Clau Moreira, Elton Barbosa, Izabela Wégila e Kardec Miramez
A cena parte do mito do nascimento do primeiro ator – Téspis, que ao descolar do coro anunciando ser Dionísio, conta todas as aventuras do Deus do vinho interpretando suas andanças pelo mundo das criaturas mortais. Dionísio é aquele que embaralha as fronteiras entre o real e o fantástico. Toda essa miscelânea de mitos gregos clássicos desemboca na mitologia pessoal da existência do ator, do nascimento, do desejo, do prazer, do reconhecimento e do chamado a esse ofício sacro-profano. Contar essa trajetória do ator é buscar os elementos que compõem sua estrutura. Pois, o ator não nasce pronto: ele se constrói, se desconstrói e renasce a cada gesto, palavra e ação. Por fim, entendemos que a arte de um ator é, antes de tudo, um exercício radical de humanidade.

A Última Mulher
Texto e atuação:
Edla Maia
Sonoplastia e projeção: Daniel Uchoa
Em um futuro de calor, ferrugem e silêncio, onde o mar avançou e o sol nunca mais se pôs, a cidade de Fortaleza é um deserto fantasma. A última mulher caminha entre escombros, guardando a memória e a história de um passado vibrante que ela sabe que não retorna.

60 Segundos
Elenco e Dramaturgia:
Sarah Jorge
60 segundos é um monólogo de corpo-tempo no qual uma mulher atravessa memórias, violências e resistências marcadas pelo tique incessante de despertadores que nunca deixam o esquecimento repousar. Entre a mulher que sofre e a mulher que brinca, nasce um território dual: o riso infantil e o terror doméstico coexistem e revelam a dramaturgia crua da sobrevivência. Cada despertar anuncia o retorno da dor, mas também a possibilidade de ruptura. Um corpo que apanha é o mesmo corpo que canta, que lembra, que luta para continuar vivo. 60 segundos é sobre o tempo que destrói, mas também que desperta, e sobre a respiração final que insiste em existir.

Pega Rapaz – Capítulo 82
Texto e direção:
César Magno
Elenco: César Magno, Samuel Gomes, Gabriel Francisco, Samires Costa, Gomi, Mateus Araujo, Ermo Felipe, Elton Barbosa
Som: Kardec
A cena propõe imaginar como seria uma novela com protagonismo LGBTQIA+ nos anos 70 em um Brasil paralelo sem a censura da ditadura. Na cena, acompanhamos o reencontro entre Cássio DeMarco (Samuel Gomes), que acabou de sair de um sanatório, e Franco Amora (César Magno), seu grande amor, que todos pensavam ter morrido em um acidente de carro misterioso um ano antes.

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A Vila das Artes é um equipamento da Prefeitura Municipal de Fortaleza, vinculado à Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), que se consolida na cidade como espaço de formação, difusão e produção em diferentes linguagens artísticas. Desde 2018, a Vila é administrada pelo Instituto Cultural Iracema (ICI), via contrato de gestão com o Município.

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